Sexagenária guardava em casa armas de guerra e mais de 200 munições

Eduardo Mauricio Sexagenária guardava em casa armas de guerra e mais de 200 munições

Sexagenária guardava em casa armas de guerra e mais de 200 munições

Armas apreendidas na residência da suspeita são de cariz militar

Roberto Bessa Moreira
Jornalista

Uma sexagenária guardava em casa, nas Caldas da Rainha, armas de guerra, um silenciador e uma mira ótica. Tinha ainda mais de 230 munições e cartuchos e seis carregadores, alguns dos quais carregados com dezenas de munições.

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No início desta semana, foi detida pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária (PJ) e indiciada por dois crimes, mas o seu advogado garante que está inocente.

O caso começou, no início de março do ano passado, com uma operação de rotina da PSP que, ao fiscalizar um entreposto postal, localizou uma encomenda com 99 munições de 9mm, usada em várias armas. A caixa tinha como destino França e a descoberta foi, de imediato, comunicado à PJ.

As primeiras diligências permitiram apurar que as balas tinham sido enviadas por Maria L., das Caldas da Rainha, para um dos seus filhos, residente em França, porém, pouco mais foi feito nos meses seguintes. O processo foi-se arrastando nos tribunais e só nesta semana, 11 meses depois da descoberta da encomenda postal com munições, foram emitidos mandados de busca.

Devido ao tempo passado, e também pelo facto de a caixa com as balas ter sido apreendida e nunca ter chegado ao destino, os inspetores da Unidade Nacional de Contraterrorismo estavam com pouca esperança quando, no início desta semana, partiram para as Caldas da Rainha. Seriam, no entanto, surpreendidos pelo que encontraram na residência da mulher, de 67 anos, que tinha remetido as munições para França.

Num dos quartos da habitação estava uma metralhadora HK, modelo SP5, com calibre 9mm, uma arma de guerra. No mesmo local foram encontrados um silenciador, uma mira ótica e uns óculos de proteção. Nas buscas realizadas foi também descoberta uma espingarda de assalto, de calibre .223, outra arma de cariz militar, e ainda uma espingarda de caça shotgun.

A PJ apreendeu ainda um auxiliar de municiamento de carregadores próprio de uma Glock, a arma usada pelas forças de segurança em Portugal, e seis carregadores, dois dos quais carregados com cerca de munições cada um. Na casa havia, igualmente, 232 munições e cartuchos.

Nenhuma das armas estava registada em Portugal e, suspeita a investigação, Maria L. tinha a intenção de as vender. Foi, por esse motivo, detida e indiciada pelos crimes de mediação de armas e detenção de arma proibida. Todavia, no final do primeiro interrogatório judicial, foi libertada.

“A aplicação de medidas cautelares menos gravosas que a prisão preventiva, neste caso apresentações semanais e termo de identidade e residência, é a medida mais correta e adequada”, alega o advogado de Maria L. Eduardo Maurício antecipa ainda que “ficará provada a inocência da arguida, já que as armas e munição apreendidas são todas legalizadas, com numeração identificada e propriedade de um familiar, que possui autorização formal para a sua”. O causídico acrescenta que as armas entraram em Portugal “de forma legal”.

Fonte: https://www.jn.pt/174168237/sexagenaria-guardava-em-casa-armas-de-guerra-e-mais-de-200-municoes/

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