O narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, 34, foi capturado hoje na Bolívia. De acordo com autoridades bolivianas, ele foi encontrado em Santa Cruz de la Sierra.
Marset está sob custódia das autoridades bolivianas. A operação ainda está em andamento, segundo informações do ABC Color, jornal do Paraguai, país no qual o narcotraficante teria forte atuação.
O ministro da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai, Jalil Rachid, confirmou que as autoridades bolivianas prenderam o uruguaio. Marset está sendo transferido para La Paz, de onde será extraditado para os Estados Unidos.
Policia da Bolívia procurava Marset há várias semanas. As autoridades bolivianas vinham pedindo ajuda da população para localizá-lo. O narcotráfico uruguaio tem se escondido há anos em diversos países do mundo.
O governo dos Estados Unidos oferecia US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões na cotação atual) como recompensa por informações sobre o uruguaio. Ele é considerado um fugitivo e apontado como líder de uma organização transnacional de tráfico de drogas.
Sebastian era procurado no Uruguai, Brasil, Paraguai e na Bolívia. Ele também passou a ser buscado pelas autoridades dos EUA após ser indiciado no dia 7 de março deste ano por lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, usando instituições financeiras americanas.
Procurado desde 2021
Com dez anos de antecedentes ligados ao narcotráfico, ele está foragido desde o final de 2021. Na ocasião, ele deixou os Emirados Árabes com um passaporte uruguaio, onde estava detido por portar documentação paraguaia falsa.
Ele também é considerado um dos autores intelectuais do assassinato do promotor antimáfia paraguaio Marcelo Pecci. Autoridade foi morta em maio de 2022, na Colômbia.
Em 2023, a Bolívia ofereceu US$ 100 mil (aproximadamente R$ 500 mil) por pistas dele. Além disso, lançou uma grande operação na fronteira com o Brasil e com o Paraguai para prendê-lo, mas sem sucesso. O traficante entrou no país ainda em 2022 com sua esposa peruana, Gianina García Troche, e seus três filhos, e foi até dono de um clube de futebol da Segunda Divisão regional no local.
Em 2025, a esposa foi extraditada da Espanha para o Paraguai. Na Europa, ela foi presa sob a acusação de suposta lavagem de dinheiro no Paraguai. A mulher, de 32 anos, foi acusada em 2022 – depois da operação ”A Ultranza” – de fazer parte da estrutura criminosa liderada por seu marido fugitivo.
Reportagem não conseguiu contato com a defesa dele. No ano passado, ao UOL, o advogado brasileiro Eduardo Mauricio e o advogado uruguaio Santiago Moratório argumentaram que as provas digitais geradas durante a operação A Ultranza teriam sido manipuladas pela polícia francesa. ”Marset desconhece essas mensagens e nunca fez uso do referido telefone criptografado, sendo um empresário internacional de conduta ilibada.”






