Segundo apurou o JN, o juiz a quem os arguidos foram apresentados entendeu haver razões para aplicar a mais gravosa das medidas de coação. Os dois empresários, de nacionalidade brasileira, tinham viagem marcada para o seu país, o que terá levado o magistrado judicial a ter em conta o perigo de fuga, um dos critérios principais de aplicação da prisão preventiva.
Também tinha sido o risco de fuga que levara a Polícia Judiciária de Braga a deter os suspeitos na quinta-feira. A droga já tinha chegado ao porto de Leixões há cerca de dois meses, num dos dez contentores de mercadorias importados pelos dois empresários, mas a PJ não avançou para a sua apreensão, porque esperava apanhar os empresários em flagrante delito, a desalfandegar as mercadorias em Leixões. Mas, como aqueles se preparavam para viajar para o Brasil e isso poderia permitir-lhes escapar à justiça, a PJ de Braga, dirigida por José Monteiro, deteve-os quando estavam ainda alojados numa pensão em Famalicão.
Cocaína chegou ao porto de Leixões em sacos de açúcar (Foto: Joaquim Gomes)
Os 900 quilos de droga teriam um valor no mercado negro que a PJ de Braga estima em cerca de 50 milhões de euros. Esta foi a maior apreensão de cocaína alguma vez feita pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ.
O advogado dos detidos, Eduardo Maurício, anuncia “que a defesa irá entrar com pedido de alteração de medida de coacção e interpor recurso ao Tribunal da Relação”. “Importante ressaltar que ambos empresários são presumidos inocentes até que o processo transite em julgado”, alega Eduardo Maurício, que lembra que o caso “ainda está em fase de investigação e sem uma conclusão policial”.







