O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu formalmente o pedido de extradição de Nelma Kodama para o Brasil, mas a defesa da empresária brasileira detida em Portugal vai contestar a decisão. A ‘rainha da coca’ está presa na cadeia de Tires desde 21 de abril por suspeitas de gerir a rede de tráfico de droga internacional que encheu com 600 quilos de cocaína o jato no qual viajou o empresário português João Loureiro.
Em comunicado, a defesa de Nelma Kodama afirma que o pedido de extradição chegou no penúltimo dia antes de terminar o prazo (terminava a 7 de maio, altura em que faz 18 dias desde que foi detida) e que vai recorrer da decisão, no prazo de 10 dias, para o Supremo Tribunal de Justiça de Portugal. A empresária é representada em Portugal pelo advogado Eduardo Mauricio.
No entender da defesa, há “ilegalidades que demonstram a necessidade do arquivamento do processo de extradição”. “O processo de extradição não segue as normas específicas devendo ser nulo, por afronta ao princípio da especialidade, e deve então ser restabelecida a liberdade de Nelma Kodama até ao julgamento final do feito”, lê-se na nota pública enviada às redações.
Nelma Kodama, que está detida em Tires desde 21 de abril, terá ajudado o maior grupo criminoso do Brasil a transportar droga para Portugal. A defesa nega qualquer envolvimento de Nelma com a rede de tráfico internacional de cocaína que esteve na base dos 600 quilos de cocaína encontrados no jato que transportava João Loureiro.






