Homem segue foragido; dois foram presos suspeitos de participação no esquema
O influenciador GS, de 29 anos, é o principal alvo da “Operação Dubai”, deflagrada nesta terça-feira (23) pela Polícia Civil de São Paulo. Ele é suspeito de envolvimento em um esquema de fraude bancária que movimentou cerca de R$ 147 milhões em transferências via Pix em apenas um dia. Com 800 mil seguidores no Instagram — perfil atualmente fora do ar —, Spalone costumava exibir nas redes sociais uma rotina de sucesso como investidor.
Foragido da Justiça, GS é proprietário de duas fintechs — Dubai Cash e Next Trading Dubai — voltadas a pagamentos e investimentos, que se apresentam como empresas com atuação no Brasil e no exterior.
Com a prisão decretada e apesar de ter endereços em São Paulo, ele ainda não foi localizado pela polícia. Segundo informações de seus perfis nas redes sociais, atualmente ele reside em Dubai, nos Emirados Árabes.
Em nota, a defesa do influenciador afirmou que ele é inocente. O advogado Eduardo Maurício, que atua no caso, declarou que GS é um “empresário idôneo” e que não foi formalmente intimado nem comunicado sobre a existência de mandado de prisão.
Como funcionava o esquema
A investigação teve início após um banco identificar movimentações suspeitas em 26 de fevereiro deste ano, quando foram realizadas centenas de transferências via Pix, que totalizaram R$ 146,5 milhões. As operações partiram de dez contas vinculadas a uma empresa terceirizada, prestadora de serviços da instituição financeira.
Enquanto GS permanece foragido, outros dois suspeitos foram presos em São Paulo e Campinas: GSC e JMS, respectivamente. Eles são suspeitos de terem se beneficiado com quase R$ 75 milhões no esquema.
A rápida atuação do banco permitiu a recuperação de mais de R$ 100 milhões, mas ainda resta um prejuízo de cerca de R$ 39 milhões para a instituição e empresas correntistas, segundo apuração do g1.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os suspeitos utilizaram credenciais de uma prestadora de serviços para desviar os valores. “Além dos mandados de prisão, a operação também cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados”, disse a pasta em nota.






