Decisão do TJSP foi protocolada 6 anos após início da investigação que apurava envolvimento de empresário com grupo que vendia maconha em SP
Por Marcus Pontes, Metrópoles — 21/10/2026, 15:22.
São Paulo — A Justiça de São Paulo absolveu o empresário Yann Kuhn das acusações de integrar um grupo que comercializava diferentes tipos de maconha pela internet e fazia as entregas por meio de postagens nos Correios. A decisão livrando-o de elo com o grupo foi protocolada seis anos após o início das investigações.
Na decisão, datada da última quinta-feira (15/10), o juiz Gustavo Comin Otaviano, da 21ª Vara Criminal, do Fórum da Barra Funda, afirmou que “inexiste qualquer prova da materialidade a respeito da posse de entorpecentes por parte dos réus [incluindo Kuhn]”.
O empresário foi apontado, por autoridades da Delegacia de Dracena, interior paulista, como um dos integrantes de um grupo que vendia diferentes tipos de maconha, como dry e melzinho, em diversos municípios do estado. O envio do entorpecente era, quase sempre, por postagens realizadas pelos Correios. A investigação é de 2020.
Durante o processo, Kuhn argumentou que era usuário de maconha desde os 19 anos. E, em 2020, data em que foi deflagrada a operação, ele teve celulares furtados.
Além disso, ele argumentou consumir, de forma exacerbada, a droga, com cerca de 3 a 4 gramas por dia, sendo internado por familiares por cerca de seis meses.
Ao Metrópoles, Eduardo Maurício, advogado que defende o empresário, afirmou que a absolvição do empresário mostrou que o cliente “é um empresário idôneo que nunca foi envolvido com tráfico de drogas e associação criminosa, conforme de forma fantasiosa, imputada pela Autoridade Policial e Ministério Público”, disse.
Fonte: Metrópoles — reportagem original.
Imagem de destaque: ilustração simbólica criada com inteligência artificial.







