G1 — notícia publicada em 14/10/2026.
A Polícia Civil prendeu, na terça-feira (13), um homem condenado por estelionato. A esposa dele também foi levada à delegacia e autuada por exercício ilegal da profissão por, segundo a investigação, se apresentar nas redes sociais como médica e nutricionista sem possuir as habilitações necessárias.
O casal foi localizado por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, após uma denúncia apontar que eles estariam em posse de dois veículos de luxo com sinais de adulteração.
De acordo com a polícia, Everton Ribeiro tinha um mandado de prisão em aberto expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele foi condenado por estelionato e deverá cumprir pena de 16 anos de prisão.
“Esse casal já foi preso anteriormente pelo crime de estelionato. Os veículos foram apreendidos e vão passar por perícia justamente para que a gente consiga identificar se eles são adulterados ou não. Celulares foram apreendidos e eles vão ser utilizados para que a gente consiga continuar as investigações e entender se a prática delituosa continua”, afirmou a delegada Luciana Ribeiro.
Segundo os investigadores, Andreza Ramirez não tinha mandado de prisão. No entanto, durante as apurações, os agentes identificaram nas redes sociais perfis em que ela se apresentava com formações em áreas da saúde, incluindo Nutrição e especialização em Ciências Farmacêuticas. A polícia também informou ter encontrado material de divulgação de tratamentos.
“O homem foi preso por esse mandado de prisão judicial e a mulher também foi autuada pelo exercício ilegal da profissão, já que foi constatado que ela oferecia serviços de Medicina, Farmacologia e Nutrição sem possuir nenhuma dessas habilitações”, disse a delegada.
Everton permanece preso. Andreza foi autuada por exercício ilegal da profissão.
Eduardo Maurício, advogado de Andreza e Everton, afirmou que “não existem carros adulterados; não existe exercício de profissão ilegal e e muito menos atuação profissional falsa, tendo sido o episódio de hoje baseado em abuso de autoridade.”
“A condenação se trata de de ilegalidade e abusividade, com evidente constrangimento ilegal diante de falhas do antigo advogado, o que inclusive é objeto de revisão criminal em trâmite no Tribunal de Justiça e Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça para anular a condenação sem provas e contrária à própria lei.”
Fonte: G1 — reportagem original.
Imagem de destaque: ilustração simbólica criada com inteligência artificial.







