Em entrevista, ex-deputada falou sobre decisão da Justiça italiana, processo que envolve arma, governo Lula e eleições de 2026
Carla Zambelli também criticou declarações recentes de Lula sobre exames de próstata em homens e que mulheres aprendem a ‘tomar toque’ desde pequenas | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
A ex-deputada federal Carla Zambelli, em entrevista ao programa Faroeste à Brasileira nesta terça-feira, 29, afirmou que a decisão da Justiça italiana que a inocentou pode servir de referência para outros brasileiros vítimas de perseguição política. Ela criticou o governo Lula e comparou a situação econômica atual com a do governo Bolsonaro, além de fazer um apelo para que brasileiros no exterior participem das eleições de 2026.
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A ex-deputada federal Carla Zambelli afirmou, em entrevista ao programa Faroeste à Brasileira, nesta terça-feira, 29, que a decisão da Justiça italiana que a inocentou pode servir de referência para outros brasileiros que, segundo ela, também são vítimas de perseguição política.
Segundo Zambelli, a sentença foi “bastante categórica” ao abordar a alegada perseguição política e a parcialidade de um ministro brasileiro. Na avaliação dela, outras pessoas poderão usar o entendimento para buscar a revisão de processos.
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“É uma sentença interessante, não só para mim, mas para todos os perseguidos também utilizarem essa sentença para buscarem mais justiça em seus processos”, afirmou.
Ela também relacionou a possibilidade de avanço dessas questões no Brasil ao andamento de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes.
Para Zambelli, o Brasil precisa avançar no impeachment de ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes| Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Itália retomará processo por arma
Durante a entrevista, relatou que participou de uma audiência relacionada ao processo que envolve uma arma. Segundo ela, a Justiça italiana voltou a discutir o caso, mesmo com a negativa da extradição.
O encontro previsto para esta terça-feira, contudo, acabou adiado. Uma greve geral de advogados na Itália, motivada por uma questão relacionada ao sistema prisional do país, impediu a realização do ato. A Justiça marcou a nova data para 27 de outubro.
Também contou que ainda não conseguiu trabalhar na Itália por enfrentar dificuldades burocráticas para abrir uma conta bancária. Ela atribuiu o problema ao fato de seu nome constar na Interpol.
“Sem conta no banco eu não consigo trabalhar”, disse. “Então eu estou vivendo uma vida de dona de casa, com a ajuda das pessoas e, assim, participando da campanha ativamente.”
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O advogado Eduardo Maurício, especialista em Direito internacional, Direito penal e Interpol, passou a conduzir a defesa. Segundo ela, o objetivo é retirar seu nome da organização.
“Se Deus quiser, muito em breve meu nome pode ser retirado da Interpol com a decisão da Corte italiana”, afirmou.
Críticas ao governo Lula e mobilização para 2026
Ao comentar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a situação econômica do país e comparou a atual administração com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“O Brasil foi deixado nos eixos, com todas as estatais funcionando e com lucro”, declarou. “Já estão todos dando prejuízo de novo. Foi deixada uma dívida muito menor do que tem hoje.”
Também criticou declarações recentes de Lula sobre exames de próstata em homens e que mulheres aprendem a ‘tomar toque’ desde pequenas. “Nós não temos um presidente da República, nós temos uma coisa, uma coisa sebosa. Que dá nojo, dá vergonha”, disse.
Na avaliação dela, declarações como essas podem fazer com que eleitores que apoiaram Lula revejam sua escolha.
“Estou dando graças a Deus que ele está falando o que pensa”, disse. “Porque quem sabe as pessoas que se enganaram com ele possam também perceber quanto esse homem é raivoso.”
A participação dos brasileiros que vivem no exterior nas eleições de 2026 também foi tema da entrevista. Zambelli defendeu uma mobilização para que esses eleitores compareçam às urnas e destacou a importância da participação de pessoas idosas.
A ex-deputada federal Carla Zambelli, durante uma coletiva de imprensa | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
“É muito importante”, afirmou. “É uma questão cívica. Quem está fora do Brasil deve votar”.
Ela relatou ter recebido informações de filhos que não estariam dispostos a levar pais e avós para votar por causa de suas posições políticas. Por isso, fez um apelo para que familiares e vizinhos auxiliem os idosos. “Nem que sejam vizinhos, para levar as pessoas mais velhas para votar”, disse.







