A mulher, que estava foragida, é condenada a 16 anos de prisão por estelionato. Ela foi capturada pela PF nessa quinta (22/10)
Por Letícia Guedes, Metrópoles — 23/10/2026, 06:31. Atualizado em 23/10/2026, 09:43.
Uma foragida condenada a 16 anos de prisão por estelionato, identificada como Andreza Ramires, foi capturada pela Polícia Federal (PF) na noite dessa quinta-feira (22/10), em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).
Investigações apontam que ela ostentava vida de luxo nas redes sociais e utilizava títulos acadêmicos falsos de doutora, nutricionista e farmacêutica, além de alegar ter mestrado e PhD.
Em consultas aos órgãos de fiscalização profissional, os investigadores não identificaram nenhum registro em nome da investigada, que já havia sido autuada anteriormente por exercício ilegal da profissão.
A ação policial, realizada por policiais federais do Grupo de Capturas da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu, ocorreu após diligências e monitoramento de inteligência para localizar a foragida e cumprir o mandado de prisão definitiva.
Companheira de estelionatário
Andreza é companheira de Everton Barreto, que tem histórico de prisões por estelionato. Ele foi capturado há nove dias pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), no mesmo bairro, em cumprimento a um mandado de prisão também decorrente de uma condenação a 16 anos.
A PF informou que a detida foi conduzida à DPF/NIG para a formalização da prisão e, em seguida, encaminhada ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.
“Constrangimento ilegal”
Em nota, Eduardo Maurício, advogado de defesa de Andreza, afirmou que a mulher é alvo de uma condenação ilegal e abusiva, conduzida por seu ex-advogado, e que a prisão dela é marcada por evidente constrangimento ilegal.
O advogado afirma que ingressou com uma revisão criminal no Tribunal de Justiça, que está pendente de julgamento, e que também está impetrando um habeas corpus substitutivo de revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a dosimetria da pena, que considera excessiva.
Fonte: Metrópoles — reportagem original.
Imagem de destaque: ilustração simbólica criada com inteligência artificial.







